Devaneios de um Ypê Amarelo
  

Balanço do final de semana

Depois de alguns finais de semana sem assistir nenhum filmezinho se quer, eu tive a minha overdose entre esse sábado e domingo. Passando pelos brasileiros Dois Filhos de Francisco e Olga, e os estrangeiros Simplesmente amor, Kill Bill, Kill Bil 2 e orgulho e preconceito. Depois de todos eles resolvi escrever algumas considerações sobre os filmes:

 

2 Filhos de Francisco

 

Dois filhos de Francisco é um filme que eu nunca imaginei assistir em toda a minha vida. Preconceito sim. Não gosto de Zezé de Camargo e Luciano. Aliás, odeio música sertaneja. Mas como o mundo dá voltas e este é um dos filmes que eu tenho que assistir e analisar na pesquisa que vou desenvolver, nada como começar pelo pior.

A história começa com foco no Francisco, pai da dupla citada acima. Ele adora ouvir música no rádio e sonha em ter filhos cantores. Os filhos nascem, crescem e dois deles começam a tocar e cantar. Depois de certo sucesso, Camargo e Camarguinho sofrem um acidente e um deles falece. O que hoje é Zezé se casa com Zilú e vai pra São Paulo tentar a vida. A partir daí muda um poço o foc que cai em cima do Zezé. Ele escreve músicas, lança um disco solo, mas não faz sucesso. O Luciano vai para São Paulo també, eles gravam a música “É o amor” e voltam para a cidade deles. O pai começa a divulgar as músicas nas rádios, gasta seu salário comprando fichas para os amigos ligarem e pedirem a música dos filhos que começam a fazer sucesso e gravam seu disco.

Muitas cenas foram cortadas do filme e deixaram a narrativa cheia de cortes secos e sem sentido. A trilha sonora é péssima, também pudera, é sertanejo. O filme é uma forma de auto-promoção da dupla, duplamente. Além de falar da vida sofrida que os cantores tiveram até chegar ao sucesso, as trilhas sonoras são deles quase que 100% do filme.

Mesmo vivendo tudo que eles viveram a única parte que é emocionante, ou que pelo menos me emocionou, foi quando Zezé de Camargo e Luciano cantam, em um show ao vivo, uma homenagem ao irmão morto no acidente. O que, aliás, seria totalmente dispensado à trama.

 

Olga

 

Olga é outro filme que irei analisar. É o tipo de filme que quando se assiste o making of, na espera da companhia para o filme dá aquela vontade enorme de começar a assistir ao filme. Sim, eu fiz isso.

O filme conta a história de Olga Benário, comunista, judia, apaixonada e mulher. Ela recebe a missão de levar Luís Carlos Prestes em segurança até o Brasil. Na viagem eles se apaixonam. Depois de um tempo todos são presos, e Olga, grávida, é deportada para a Alemanha de Hittler. Depois do nascimento de Anita, que vai morar com a mãe de Prestes, é mandada para um campo de concentração, onde acaba morrendo na câmara de gás.

O filme de Jaime Monjardim é espetacular. O diretor de novelas e minisséries da globo surpreendeu no seu primeiro longa metragem. A fotografia, as cores, a trilha sonora, tudo muito bem planejado.

Mas o filme tem um pequeno detalhe que deixa tudo muito confuso. O filme se passa na Alemanha, na Rússia e no Brasil. Mas todo mundo fala Português. Isso acaba confundindo um pouco a localização das cenas.



Categoria: Cotidiano
Escrito por ypes às 16:24
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Balanço do final de semana 2

Simplesmente amor

 

Simplesmente amor é uma teia de histórias que se passa no natal. E por este motivo eu não gostei. É como se fosse vários curtas metragens cortados e misturados entre si. Não segue uma linha lógica, muito dos personagens não se conhecem, ou apenas passam um pelo outro em alguma cena. Nenhum personagem que será lembrado para o resto da vida. Uma idéia bonitinha, mas que não vingou em uma narrativa.

 

Kill Bill

 

Quem reclamou que não não tinha sangue no 300 esparta (eu) precisa ver esse filme. É a história da piiiiiiii que renasce depois de um coma e corre o mundo em busca de vingança pelos assasinatos ocorridos no dia do ensaio de seu casamento.

O filme é muito bom. Muito sangue, uma ótima trilha sonora, lutas curtas e que não enjoam, cores vibrantes, cores monocromáticas, enfim. Kill Bill é uma mistura de tudo e que deu certo, aliás, muito certo.

 

Orgulho e preconceito

 

Orgulho e preconceito tem uma história bonitinha, mas é um filme de época, aliás, um filme de época inglês. Se já não bastasse o inglês britânico de época, as legendas também parecem ser escrito na época em que se passa o filme. Prestar atenção no filme e ler as legendas já é difícil. Imagine então quando você não entende bolhufas das legendas.

 

 

Enfim, estes foram os filmes. Os que eu recomendo são Olga e Kill Bill. Mas se você quiser se aventurar e assistir s outros, o azar é só seu.

 

Felipe da Costa



Categoria: Cotidiano
Escrito por ypes às 16:24
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A noção de beleza do ser humano está totalmente distorcida. Isso já não é novidade. O Joel já mostrou isso quando falou da menina que morreu de anorexia, e também quando mostrou o vídeo da campanha pela Real beleza da Dove. Esta última mostrou como é simples para alguns especialistas mudar totalmente uma pessoa.

O vídeo que trago a seguir mostra como pode ser fácil transformar uma pessoa que não é nenhum sonho de consumo em algum decente para um revista masculina. Estou abismado com o que o photoshop pode fazer. Quem me dera ser fodão assim no photoshop.

 

 

Felipe da Costa



Escrito por ypes às 15:31
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Enéas e a má apuração

Morreu na tarde do dia 6 de maio, Domingo, o Deputado Federal Enéas Carneiro. Médico com mestrado em cardiologia, e muitas obras sobre assuntos diversos na bagagem, o deputado sempre foi muito ridicularizado pelo bordão “Meu nome é Enéas!”.

Nem depois de sua morte os jornais se sensibilizaram e buscaram saber mais do deputado. A Folha On-line, em sua atualização as pressas deixou muito a desejar de seu jornalismo. Lançou na rede uma matéria mal escrita.

O terceiro parágrafo diz: “Segundo Castro, Enéas estava na casa de uma filha no Rio de Janeiro. Ele se elegeu deputado pelo Estado de São Paulo”. Além de deixar em dúvida qual é o “ele” da questão, o que tem uma frase a ver com a outra?

Mas o que mais revolta é a ótima biografia que fizeram para promover os serviços do Datafolha. “’Um levantamento do Datafolha de 1998 revelou que Enéas era visto como alguém “inteligente e brilhante’. ‘Não é um atributo pelo o qual eu tenha mérito nenhum. Foi Deus que me deu. É como beleza física. Ninguém tem mérito por ser bonito’, afirmou ele, que tinha na leitura seu maior prazer”. Será que não tinha nas mais importante pra colocar sobre sua vida política do que isso?

Eu não acompanhei a carreira política de Enéas, apesar de ter ouvido muitas vezes de que ele era muito inteligente. Mas acredito que o jornalismo pode fazer melhor no meio on-line. Cuidar do conteúdo não é trabalho apenas para os meios impressos, televisivos e radiofônicos, que não tem a possibilidade de modificar o texto veiculado. O jornalismo on-line tem muito o que evoluir ainda. O primeiro passo é prestar atenção no texto. Veja a diferença no site do Estadão.

Segue abaixo a matéria completa publicada no site da Folha. Tem o link também, mas como é jornalismo on-line pode haver modificações ao longo da apuração.

 

Felipe da Costa

Indignado com a apuração e contextualização da Folha On-line

 



Categoria: Não indicados
Escrito por ypes às 21:54
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reproduzindo Folha on-line

06/05/2007 - 19h46

Morre no Rio o deputado federal Enéas Carneiro

da Folha Online

Morreu por volta das 16h deste domingo o deputado federal Enéas Carneiro (PR, ex-Prona), 68, no Rio de Janeiro.

 

O deputado sofria de leucemia -- tipo de câncer que atinge o sangue e caracteriza-se pela proliferação descontrolada dos glóbulos brancos-- e há uma semana estava em casa por recomendações médicas, de acordo com deputado Luciano de Castro (PR-RR), líder do partido na Câmara.

Segundo Castro, Enéas estava na casa de uma filha no Rio de Janeiro. Ele se elegeu deputado pelo Estado de São Paulo.

"A luta contra a leucemia era muito grande, mas a quimioterapia o deixava muito debilitado. Até ontem [sábado], ele estava lúcido, conversando. A perda é muito grande", afirmou Castro.

O corpo do deputado deve ser cremado na segunda-feira (7) no Rio, de acordo com o líder do PR.

Biografia

Deputado pelo PR, Enéas Ferreira Carneiro nasceu em novembro de 1938, em Rio Branco (AC). Fundador do extinto Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), em 2002 foi eleito Deputado Federal com o maior número de votos na história do país (1,74 milhão de votos). Em 2006, Enéas foi reeleito (desta vez com 387 mil votos) para o cargo em que permaneceria até 2010.

Formado em medicina em 1965 pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Enéas gostava de repetir que foi o melhor aluno em todas as séries do primário ao ginásio ou que passou em primeiro na faculdade. Enéas seguiu seus estudos e fez mestrado em cardiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em sua primeira tentativa de chegar à presidência (em 1989), ainda desconhecido, amargou no sétimo lugar, mas tornou famoso o bordão "Meu nome é Enéas", que encerrava seus 15 segundos no programa eleitoral.

Na segunda (1994), deixou para trás pesos-pesados da política, como Leonel Brizola (PDT) e Orestes Quércia (PMDB), chegando em terceiro lugar. Em 2000, Enéas concorreu à Prefeitura de São Paulo, obtendo apenas 3% dos votos válidos.

Um levantamento do Datafolha de 1998 revelou que Enéas era visto como alguém "inteligente e brilhante". "Não é um atributo pelo qual eu tenha mérito nenhum. Foi Deus quem me deu. É como beleza física. Ninguém tem mérito por ser bonito", afirmou ele, que tinha na leitura seu maior prazer.

Enéas contabilizava "milhares" de livros lidos e "dezenas de milhares" de trabalhos científicos publicados em áreas que vão de estruturalismo, geopolítica e macroeconomia à lógica, epistemologia e cibernética, passando por filosofia, paleantropologia e astrofísica --e medicina, claro.

Os eleitores o classificavam como um político folclórico e cômico. "Acho perfeitamente normal e compreensível", disse, afirmando que isso acontece toda vez que surge alguém contrário a um sistema estabelecido.



Categoria: Não indicados
Escrito por ypes às 21:50
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Diorgenes PandiniDiorgenes Pandini

 

Hoje no MSN recebi o link do álbum de fotos do Diorgenes Pandini, um dos meus melhores amigos, e companheiro de faculdade. Eu amo fotografias e sei o quanto é difícil tirá-las, mas olhando as fotos do diorgenes parece ser tudo tão simples e fácil. Parece que os gatos, cachorros e cavalos não se mexem. E o mais fantástico é que ele faz tudo isso com uma sony semi-profissional.

No álbum encontram-se várias fotos de categorias diferentes como paisagens, em movimento, enfocadas entre outras. Mas as minhas preferidas são as do Astor, cachorro dele. Inclusive ele ficou em segundo lugar na categoria Preto e Branco no 9º Univento, evento de premiação aos trabalhos dos alunos de comunicação da Univali, com uma foto de seu cão.

Para quem quiser conhecer as fotografias é só clicar aqui. Quer ler o blog dele? É só clicar aqui.

 

Felipe da Costa



Escrito por ypes às 16:58
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   Aprenda a falar direito

 

 

Este vídeo também é da companhia melhores do mundo (Joseph Klimber). Vale a pena conferir.

Obs: Indicado pela professora Laura Seligman.



Escrito por ypes às 19:44
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O fim do Limbo

A igreja católica vem, há muito tempo, perdendo seus fiéis. Com seus dogmas, sua verdades absolutas, ela pensa estar à cima de todos, seja pessoa ou instituição. Mas a grande novidade é que depois de séculos com a mesma doutrina, o vaticano decidiu que o limbo deixou existir.

O limbo é o lugar para onde as crianças não batizadas, pela igreja católica, vão depois de morrer. Não é o inferno, pois não foi condenada, mas também não é o paraíso porque tem o pecado original, ou seja não se redimiu a Deus.

Definitivamente eu não acredito em Deus, muito menos na Igreja. Mas coisas como estas, apenas faz a credibilidade da Secular igreja católica se perder pelos mistérios pós-morte.

 

Quer saber mais? Entre no site da folha ou do DC.

 

Felipe da Costa



Categoria: Cotidiano
Escrito por ypes às 11:34
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Até tu, régua?

Que nem tudo no Brasil é sério, isso todos já sabemos. Que não podemos confiar nas pessoas, e como sabemos. Mas a novidade agora é que não podemos confiar mais nem naquela velha amiga de infância que nos ajudava em trabalhos escolares, a régua.

Terça-feira, 17 de abril de 2007. Todo o terceiro período de jornalismo da Univali estava concentrado no trabalho de planejamento gráfico. Tínhamos que desenhar em um diagrama uma folha de jornal tablóide. Primeira parte: Riscar a mancha no papel milimetrado. Partindo do mesmo jornal era impossível do tamanho total impresso ser diferente. Depois de muita discussão, eu e o Diorgenes, resolvemos colocar as régua uma em cima da outra. De milímetro pra milímetro não mudava quase nada. Mas, se tratando de uma régua de 30cm, a diferença final era de quase dois milímetros. O que fazia total diferença no trabalho.

Depois disso fui em busca da régua perfeita. Quase impossível. A conclusão que eu cheguei é a de que aquelas réguas transparentes e baratas que eu sempre preferi usar não prestam, pelo menos as que eu procurei depois desse dia – e não foram poucas. As duas que eu achei com a milimetragem correta foram as feitas de acrílico.

A minha sugestão para a compra de uma régua nova é: Sempre, sem exceções, peça para comparar em cima de um papel milimetrado – que as papelarias têm pra vender – antes de efetuar a compra. Nem sempre o mais barato funciona. Resta saber agora o porquê disso acontecer e o que as empresas acham disso. Afinal, usamos a régua para medir, não?

 

Felipe Costa

Que se sentiu lesado ao descobrir que comprou uma régua que não vale pra nada!



Categoria: Cotidiano
Escrito por ypes às 11:41
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Hi, My name is Forrest. Forrest Gump!

Junte um filme clássico, vencedor de seis Oscars, um ponto de ônibus e a história de uma vida inteira pra contar. Agora, adicione toda a competência e carisma (palavras de Luciana da Cunha) de Tom Hanks interpretando Forrest Gump O contador de histórias. Tão leve e emocionate quanto a pena que abre e termina o filme. Não preciso nem dizer o quanto foi perfeito a minha sexta-feira santa, né?

 

Cartaz do filme.

 

O filme

 

Sentado num banco, e esperando o ônibus número 9, a história começa quando chega uma moça e Forrest fala: Olá, meu nome é Forrest. Forrest Gump! Você quer chocolate?Eu poderia comer um milhão e meio desses. Minha mãe sempre dizia: A vida é como uma caixa de chocolate... Você nunca sabe o que vai encontrar. Frase esta que dá todo o sentido ao filme que é cheio de reviravoltas e acontecimentos extraordinários.

Forrest Gump é um menino com algum tipo de deficiência mental e um problema na coluna. Por outro lado, era muito amado por sua mãe que fez de tudo para que ele fosse uma criança considerada normal pra sociedade. Foi capaz de transar com o diretor da escola para que ele fosse aceito.

Ainda criança, Gump colocou um aparelho para endireitar a coluna e passou a não andar direito. Talvez por isso era mal quisto em muitos lugares. No ônibus da escola conheceu Jenny, a menina mais linda que ele já tinha visto. Eles se tornaram grandes amigos, eram pão e manteiga.

A mãe de Jenny já havia morrido, e ela morava com seu pai e irmãs. Ele bebia e abusava das meninas. Talvez isso explique o comportamento rebelde, que anos após, o amor da vida de Forrest teria. Por isso ela não gostava de ir para casa. Pedia para o amigo ficar até mais tarde para ver as primeiras estrelas surgirem no horizonte.

Em uma tarde, quando estava com a amiga, alguns meninos começaram a jogar pedra e a sair correndo atrás do protagonista.  Foi neste dia que ele descobriu - após os gritos de run Forrest, run!, de Jenny - que podia correr na velocidade do vento. Foi fugindo dos mesmos garotos, após alguns anos, que a corrida o levou à universidade. Parece brincadeira, mas a primeira vez que Gump virou herói foi nos campos de futebol, como o “idiota mais rápido” que o treinador conhecia.

Depois da universidade, Forest serviu o exército e após, foi levado para o Vietnã. Lá, seu melhor amigo era Bubba, um negro que acordava, dormia, sonhava, enfim, vivia pensando e falando em camarões. Na guerra, os dois combinaram em fazer uma sociedade e trabalhar pescando camarões. Mas, ao contrário de Gump, Bubba não teve muita sorte e morreu no vietnã. E foi com o Tenente Dan, que perdeu as pernas em batalha, que novamente, nosso mocinho, se dá bem e ganha muito dinheiro com o negócio.

Em todas as situações vividas pelo protagonista, ele deixa bem claro que nunca deixou de amar a sua bela Jenny. E por algum motivo, ela aparece na casa de Gump. Passa alguns dias e, após uma noite de amor, foge. Aí está toda a razão de Forrest estar naquele ponto de ônibus, contando toda a sua tragetória de vida. O amor de uma vida toda tinha mandado uma carta para ele, pedindo para vistá-la em sua nova casa. Lá ele descobre que tem um filho e que ela está com AIDS. Os dois então se casam e Forrest mostra ser o pai mais carinhoso que existe.



Categoria: Indicados
Escrito por ypes às 12:39
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Hi, My name is Forrest. Forrest Gump! (continuação)

A crítica

 

Durante o filme, Forrest é condecorado por várias coisas diferentes e, também, por várias personagens da história real - mostrando que ele é relamente o herói dos anti-heróis. Essa é uma jogada muito interessante do filme. Mistura a ficção com várias partes reais da história dos EUA. Aparecem na película Kennedy, Nixon, John Lennon, o movimento hippie (faça amor, não faça guerra), a era Disco, o caso Watergate etc.

Interessante, também, é a forma de que algumas coisas são jogadas ao público. Forrest diz - com um grau elevadíssimo de inocência - certas coisas que deixam o filme divertidíssimo. Quase tudo no filme é implícito; como a doença de Forrest e depois a da Jenny, o investimento pelo Tenente Dan na Apple, etc.

Mas o que mais impressiona mesmo é a atuação Fantástica e emocionante de Tom Hanks. Provavelmente foi nele que Russell Crowe se inspirou para interpretar em “uma mente Brilhante”, outro filme que acho super-hiper-mega-ultra-fantástico.

 

 

Felipe Costa

Que não se arrependeu da escolha do filme



Categoria: Indicados
Escrito por ypes às 12:39
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O fim da TV ainda mais próximo

Na edição de Janeiro a revista Super Interessante, da editora Abril, tinha como matéria Principal Lost e o fim da Tv. Óbviu que a capa chamou muito minha atenção e acabei comprando. Mas duvidei que isso aconteceria tão rápido.

Eis que eu estava olhando o site de notícias da Globo.com, G1, e deparei com a seguinte manchete “Gigantes de mídia lançarão rival do YouTube”. Novamente minha curiosidade tomou vida própria e entrei no link. Aqui está a parte mais importante:

 

“Num esforço para competir diretamente com o YouTube, a News Corp e a NBC Universal anunciaram nesta quinta-feira (22) o projeto um site de vídeos on-line, que deve ser lançado nos próximos meses. Assim como acontece na página do Google, todos os arquivos disponibilizados nesse novo endereço serão gratuitos. O novo site irá exibir programas de televisão, filmes e clipes, incluindo shows populares como "Saturday Night Live" e "Os Simpsons", além de filmes de sucesso como “O diabo Veste Prada” e “Borat”. Quando lançada, a página irá incluir episódios inteiros de séries de TV como “Heroes”, “24 horas” e “House”.”

 

Eu nem acredito que finalmente poderei ver Saturday night live, os Simpsons e outras milhões de coisas sem pagar. Já falei que eu AMO a internet?

 

 

Felipe da Costa

Que ficou super-hiper-mega-ultra-plus-advanced feliz depois dessa notícia e aguarda impaciente o site.



Categoria: Cotidiano
Escrito por ypes às 15:50
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Indicado para jornalistas e futuros jornalistas

...

Uma das funções mais importantes do profissional jornalista é apurar a notícia. Cada profissional tem métodos diferenciados para fazer seu trabalho bem feito. Pensando nisso, o acadêmico Márcio Labes Fukuda, sob Orientação do Prof. Ms. Carlos Augusto Locatelli, criou o Projeto Apuro para seu Trabalho de Conclusão do curso de Jornalismo pela UFSC.

A intenção, segundo o e-mail de confirmação de quem se cadastra no site, é ajudar a sistematizar a experiência de profissionais e estimular a troca de informações além dos limites das redações. Assim, os cadastrados podem trocar experiências e citar casos de boas apurações em formato de Fórum.

A banca foi defendida em fevereiro, e o site ainda não está muito movimentado. Mas acredito que este será um bom lugar de troca de informações entre profissionais da área. Afinal, aprender nunca é demais.

Quem quiser conferir é só entrar no site http://www.apuro.ufsc.br e se cadastrar.

 

Felipe da Costa

   Que achou o link no blog do treinamento da Folha e gostou da iniciativa.



Categoria: Indicados
Escrito por ypes às 12:13
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O despertar do medo

As portas e janelas sempre estão trancadas, no terreno grande do centro da cidade, muros altos e lâminas pontudas em cima. Mariana nunca entendeu o porquê da super proteção de sua mãe.  Brincar na grama e tomar banho de piscina somente se ela estiver por perto. Andar na rua apenas dentro do carro.

Naquela tarde sua mãe avisa que terá que sair e fazer uma consulta com seu analista. Dá as velhas e conhecidas recomendações às suas filhas. Mari é a mais velha, têm 14 anos, mas Bia tem apenas 8, é pequena e indefesa.

Bia pediu insistentemente para ir junto com sua mãe, mas ela não deixou. Disse que onde iria não é lugar para criança. Mari sempre se perguntou qual era o lugar para elas estarem a não ser a escola e sua casa. Como sempre, apenas obedeceu a sua mãe, mesmo com a insegurança de ficar sozinha com a irmã justamente em um dia em que todos os empregados da casa estavam de folga.

Mari e a pequena Bia foram até a janela se despedir de sua mãe, ficaram observando o carro preto com vidros também negros diminuírem, até tudo sumir do campo de visão. Bianca continuava abanando freneticamente mesmo sabendo que sua mãe não estaria mais vendo. Mari não sabia qual era o motivo daquela inquietação que estava sentindo, uma mistura de coração acelerado com uma sensação de que alguma coisa ruim estava para acontecer.

Depois de fechar a janela, Mari pegou o livro que estava lendo, deitou e começou a folhear suas páginas amareladas. Ela sempre detestou folhas amareladas, porque precisam de muita luminosidade e cansam muito a vista, chegando a ponto de provocar seu sono e fazê-la dormir.

Ao ouvir um barulho vindo da porta da frente da casa, Mariana levantou ligeiro. Bia sabe que não deve sair para brincar no jardim quando a mãe não está. Ao passar pela sala, avistou sua irmã desenhando. Mas não pode ser, poderia jurar que o barulho ouvido vinha da porta da frente. Olhou bem para a irmã, como se quisesse confirmar que sua visão não era miragem. Seguiu até banheiro para jogar uma água no rosto. Novamente ouviu o barulho na porta da frente.

Silenciosamente foi saindo da cozinha, ao chegar no hall de entrada verificou a porta que continuava intacta e trancada como a sua mãe deixou ao sair de casa. Fez o caminho de volta ao seu quarto, passou por sua irmã que continuava desenhando.

Ao entrar no quarto foi surpreendida por alguém que tampa sua boca e fechou a porta. O homem aparentava ter uns 30 e poucos anos, com uma aparência de sujo, cabelo embaraçado e barba mal feita, usando calça Jeans e camisa xadrez.  Mariana Levou um susto, e tremendo tentou gritar, mas foi em vão, pois a mão do cara abafava sua voz. Começou a chorar.

Chorando desesperadamente levanta, olha ao redor e encontra sua mãe ao seu lado. Dá um longo e apertado abraço, aliviada por ter sido tudo um sonho. Saindo com sua mãe para tomar um copo de água com açúcar, Mariana olhou para o chão e viu uma camisa xadrez que não estava ali quando sua mãe saiu. Voltou a chorar novamente desesperada.

 

Felipe da Costa

Com sugestões de correção de Joel Minusculi e Luciana da Cunha

Título de Joel Minusculi

03/09/2006



Categoria: Ficção
Escrito por ypes às 13:39
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Assassino virtual

Quando criança sempre foi um menino doce, alegre, do tipo que não faria mal a uma formiga. Cresceu. Aos 18 anos, aquele que há alguns anos se obrigava a fazer boas ações todos os dias, ia à missa todos os domingos, às vezes também nos sábados, mudou sua vida completamente.

Foi criado como uma criança mimada, a falta de carinho era recompensada com dinheiro pelos seus pais. Não recebia conselhos, não levava broncas, para ele tudo que fazia estava certo, não aprendeu a distinguir o certo do errado. Tudo que queria ele tinha, não quis estudar nem trabalhar. Não fazia nada.

Cabelo raspado, a velha calça jeans rasgada, camiseta já desbotada. Era assim que andava pelas ruas. Não tinha amigos, seus pais nem percebiam sua insignificante presença. Os vizinhos atravessavam a rua quando o viam de longe. Ninguém mais queria contato com aquele mau exemplo para a sociedade.

Sem pena nem piedade de ninguém se tornou uma pessoa cruel. Descobriu sua verdadeira vocação. Assassino. Não tinha mais escrúpulos. Sua mente perturbada o deixava cada vez mais violento. A única coisa que o mantia feliz era ver o sangue vermelho escuro escorrendo sem parar de cabeças inocentes.

Saiu de casa, faca no bolso, a procura de alguém que acabasse com a sua compulsividade por flagelação. Entra em um beco escuro, a névoa da noite dificultando sua visão. Caminha lentamente, dobra a direita, caminha mais um pouco. Ouve um barulho, olha para trás assustado, percebe o gato que sai correndo com restos de comida na boca. Continua sua caminhada, de longe avista alguém. Chega mais perto, descobre se tratar de uma criança, solitária na fria noite de inverno. Não tinha uma coberta quentinha como ele sempre teve, não tem ninguém pra cuidar dela. Era ela ali, sozinha. Como ele sempre foi. Mas ele não tem escrúpulos, não pensou em nada, apenas esfaqueou o menino. Sem chance de lutar contra o estranho, a criança é mutilada, sangra até a morte.

Olha para o relógio, já é tarde. Os ponteiros acusam ser meia noite, sente-se satisfeito, é hora de dormir. Vestir o pijama azul, deitar em sua cama king size, repousar a cabeça no seu travesseiro fofinho, se tapar com aquele cobertor quente. Tudo que a criança não tinha, ele tem. Sem remorso algum salva o jogo e desliga o vídeo-game. Novos assassinatos somente amanhã.

 

Felipe da Costa

Inspirado nos nas jogatinas do Joel

16/08/2006 



Categoria: Ficção
Escrito por ypes às 13:37
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